COP30 e ODS1: como a justiça climática pode erradicar a pobreza em comunidades vulneráveis

Descubra como a COP30 em Belém conecta a Agenda 2030 e o ODS1, unindo justiça climática e combate à pobreza em comunidades vulneráveis.Descrição do post.

Luiz Asts

8/29/20253 min read

COP30: por que este evento é decisivo para o mundo

A COP30, Conferência da ONU sobre Mudanças Climáticas, será realizada em Belém do Pará em 2025 e marca um momento histórico: pela primeira vez, a Amazônia será o centro dos debates globais sobre a implementação do Acordo de Paris.

O encontro discutirá temas urgentes como redução de emissões de carbono, transição energética, financiamento climático e justiça climática. Dentro dessa agenda, o ODS1 da Agenda 2030 da ONU — Erradicação da Pobreza — ganha destaque, já que os efeitos da crise climática afetam de forma desigual as populações mais vulneráveis.

ODS1 e COP30: unir justiça climática e combate à pobreza

O ODS1 busca erradicar a pobreza extrema e reduzir pela metade o número de pessoas que vivem em situação de vulnerabilidade até 2030. De acordo com dados apresentados no livro Agenda 30 – Ao Alcance de Todos, de Juscelino Olyveira, em 2022 cerca de 31,6% dos brasileiros estavam em situação de pobreza, e mais de 12 milhões viviam na extrema pobreza.

A COP30 em Belém pode acelerar soluções práticas para mudar essa realidade, integrando políticas climáticas e sociais. Isso significa que financiamento climático, bioeconomia amazônica, empregos verdes e acesso à energia limpa e acessível (ODS7) devem ser colocados como prioridades para reduzir a pobreza estrutural.

Justiça climática: proteger quem mais sofre com as mudanças climáticas

As mudanças climáticas já estão provocando enchentes, secas, desmatamento e insegurança alimentar. No entanto, quem mais sofre com esses impactos são comunidades indígenas, ribeirinhas e populações de baixa renda em áreas urbanas.

A justiça climática, tema central da COP30, defende que os mais pobres não podem arcar com o custo da transição para uma economia sustentável. Pelo contrário: eles devem ser os principais beneficiários de investimentos em adaptação climática, energia renovável e programas sociais.

Amazônia, COP30 e ODS1: uma conexão estratégica

A Amazônia será protagonista da COP30 não apenas por sua importância climática global, mas também como território onde vivem milhões de pessoas em condições de pobreza. Ao mesmo tempo em que a floresta precisa ser preservada, suas comunidades necessitam de oportunidades para viver com dignidade.

Entre as ações que conectam ODS1 e COP30 estão:

  • Financiamento climático internacional para projetos sociais e ambientais.

  • Bioeconomia amazônica para gerar trabalho decente (ODS8).

  • Educação climática como instrumento de transformação social.

  • Energia limpa e acessível para populações de baixa renda.

  • Proteção de povos indígenas e comunidades tradicionais como eixo da justiça climática.

O papel de Juscelino Olyveira e a Agenda 2030

O escritor, professor e cantor Juscelino Olyveira, autor de Agenda 30 – Ao Alcance de Todos e de projetos culturais ligados à Agenda 2030, tem mostrado como a educação climática e cultural pode transformar realidades. Seu trabalho conecta o conhecimento dos 17 ODS à vida prática das comunidades, reforçando que a erradicação da pobreza (ODS1) está diretamente ligada ao enfrentamento da crise climática.

COP30 como oportunidade de transformação

A COP30 em Belém representa uma oportunidade única para alinhar Agenda 2030, ODS1 e justiça climática. Combater a pobreza e enfrentar as mudanças climáticas não são agendas separadas — são missões interdependentes.

Se os debates da COP30 resultarem em compromissos reais de financiamento, inclusão social e proteção da Amazônia, será possível transformar vulnerabilidade em prosperidade e construir um futuro mais justo, sustentável e inclusivo.

Em agosto, Juscelino lançou nas plataformas digitais seu novo EP “Juscelino Olyveira Canta Agenda 30 e COP 30”, composto por três músicas que fazem uma fusão de temas pertinentes ao planeta. O EP inclui uma nova versão da Agenda 30 em carimbó e duas canções inéditas que retratam a COP 30, em carimbó e samba.